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Pela oportunidade, ideias claras, conceitos subjacentes de Voluntariado/ Solidariedade, publicamos o seguinte texto de Paulo Morais, Professor Universitário e antigo Vice Presidente da C. M. Porto, que nos foi enviado pelo Eng Amaro Correia, Presidente da Delegação do Porto.
VOLUNTARIADO NÃO É AMADORISMO
Ser hoje voluntário em Portugal, e no mundo, é construir valor acrescentado à sociedade. A acção solidária – qualquer que ela seja – deve ser assegurada preferencialmente por entidades altruístas e independentes e ser, por respeito aos seus destinatários, sustentável.
A garantia de meios para a solidariedade deve ser tripartida, assentando nesse tripé de competências constituído pelos utentes e suas famílias, por um lado; pelo Estado, por outro; e, finalmente, pelas instituições promotoras das respostas. Os meios que as instituições proporcionam são de múltipla ordem, mas salientaria a iniciativa da resposta, a disponibilização de recursos logísticos, técnicos e financeiros e, o mais importante, o voluntariado.
A acção dos voluntários incorpora sentimentos e vontades, mas é também um activo económico. Ainda que não habitualmente contabilizado, o trabalho voluntário não pode jamais ser minimizado.
Deve ser realizado de forma profissional – voluntariado não é amadorismo! – e os seus resultados devem ser avaliados. O trabalho voluntário deve ser profissional, mas não deve ser profissionalizado, como infelizmente tantas vezes acontece. Os voluntários devem ser competentes e oferecer o seu esforço pró bono, jamais se empregando na solidariedade. Esta precisa de voluntários que agem profissionalmente e não de profissionais que trabalhem de forma amadora.
A acção do voluntariado é a primeira e a mais nobre faceta da solidariedade. Quando cada um de nós dá o que mais valioso tem, a sua iniciativa, de forma gratuita, cria a maior de todas as riquezas, de incalculável valor.
Embora o produto interno bruto do país não incorpore nas suas contas o contributo do voluntariado, os portugueses ficam incomparavelmente mais ricos com a acção dos voluntários da acção social. E a maior componente desta riqueza são os afectos. Haverá riqueza mais consistente e mais duradoura?
In ESPAÇO SOLIDÁRIO, Ano I - 3º Trimestre de 2006,
Propriedade da Obra Diocesana de Promoção Social.
Os nossos agradecimentos pela autorização da transcrição.
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